Governança · 5 min de leitura
Governança corporativa em empresas familiares: por onde começar
Equipe Águia Consultoria ·

Separar patrimônio, formalizar decisões e criar um conselho consultivo são os três movimentos que mais destravam crescimento em negócios familiares.
O Grupo Verano, rede fictícia de distribuição alimentar com três gerações na gestão, faturava bem e decidia mal. Cada sócio tinha uma versão diferente da estratégia e nenhuma delas estava escrita.
Governança não é burocracia. É o conjunto mínimo de regras que permite que uma empresa continue funcionando quando as pessoas discordam. Em negócios familiares, esse conjunto começa pela separação clara entre patrimônio pessoal e caixa da empresa.
O segundo movimento é a formalização das decisões: atas, alçadas de aprovação e uma política de distribuição de lucros conhecida por todos os sócios. É o que impede que uma retirada extraordinária vire crise de liquidez.
O terceiro é o conselho consultivo. Três a cinco cadeiras, sendo pelo menos duas externas, com pauta trimestral. No Verano, o conselho reduziu o tempo médio de decisão de investimento de 90 para 28 dias.
Governança bem implantada não engessa a família — protege o negócio dela.
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